Neste relatório, exploramos por que os latino-americanos devem considerar investir nos mercados financeiros dos EUA além do setor imobiliário, já que esses mercados têm oferecido retornos mais fortes e consistentes no longo prazo do que os imóveis na América Latina.
Os custos ocultos de investir apenas no setor imobiliário
Na América Latina, a maioria dos investidores individuais concentra seu capital em imóveis e pequenos negócios. Essa é uma estratégia clássica e profundamente enraizada culturalmente para a construção de patrimônio. Os imóveis não são vistos apenas como um ativo financeiro, mas também como uma ferramenta para construir um legado. Uma propriedade comprada hoje é destinada como herança para as futuras gerações. No entanto, essa estratégia pode acarretar custos financeiros significativos. O investimento em imóveis, embora tangível e familiar, envolve despesas significativas que os investidores muitas vezes subestimam: impostos sobre a propriedade, manutenção, seguros, conformidade legal, gestão administrativa e períodos em que o imóvel fica desocupado. Todos esses fatores reduzem silenciosamente os retornos do investimento.
Ao contrário de investir nos mercados de ações, que exige pouca participação ativa e, na maioria das vezes, apenas paciência, manter um imóvel requer compromisso constante e desembolsos contínuos de capital. Essa típica concentração de capital em uma única classe de ativo entra em conflito com a constante instabilidade econômica e política da maioria dos países da região. Para os investidores latino-americanos que buscam não apenas preservar seu capital, mas também fazê-lo crescer e reduzir os períodos de altos e baixos, os dados apontam cada vez mais para a necessidade urgente de diversificar e aumentar os investimentos nos mercados financeiros americanos e globais.
Mercados Financeiros dos EUA: Crescimento Constante
Os mercados acionários dos EUA, em especial os índices S&P 500 e NASDAQ Composite, apresentaram retornos excepcionais ao longo de sua história, impulsionados por inovação de nível mundial, eficiência corporativa e fortes proteções aos investidores. Entre 2011 e 2024, um investimento de $100.000 no NASDAQ teria crescido para $748,010 ao final de 2024, enquanto no S&P 500 teria alcançado $469,699. Esses retornos não são lineares: são resultado de reinvestimento constante, recuperações rápidas após crises e uma capacidade incomparável do mercado de absorver choques globais.
A Alta Liquidez dos Mercados Americanos
Os mercados financeiros dos EUA oferecem algo que os imóveis raramente podem: liquidez. Os investidores podem movimentar seu dinheiro rapidamente para comprar, vender ou mudar de setor em questão de segundos. Essa flexibilidade permite responder às mudanças do mercado, gerenciar riscos e aproveitar novas oportunidades conforme elas surgem.
O setor imobiliário, por outro lado, é ilíquido. Vender um imóvel por um preço justo pode levar meses ou até anos e geralmente envolve trâmites legais, burocracia e altos custos de transação. Para muitos investidores latino-americanos, essa falta de flexibilidade significou perder oportunidades de negócios promissoras, com o capital preso em ativos ilíquidos justamente quando surgem as melhores oportunidades — geralmente durante crises locais.

Nota: 1. O desempenho dos mercados imobiliários do México e do Brasil é baseado no crescimento do valor da residência mediana vendida naquele ano, mantido a uma taxa de câmbio fixa para excluir os efeitos das variações cambiais.
América Latina: Os Imóveis Ficam para Trás em Relação a Wall Street
No México, o valor médio das residências cresceu a uma taxa composta anual de 8,9% entre 2011 e 2024, o que teria transformado um investimento de US$ 100.000 em US$ 301.419. À primeira vista, isso sugere que investir no setor imobiliário ainda oferece valor, especialmente para quem busca ativos locais que gerem renda. No entanto, ao comparar com os mercados financeiros dos EUA, a diferença se torna evidente. No mesmo período, um investimento equivalente no S&P 500 teria crescido para US$ 469.699, enquanto no NASDAQ teria alcançado US$ 748.010. Ou seja, mais de 1,5x e quase 2,5x o retorno do setor imobiliário mexicano, respectivamente. E isso sem contar os custos ocultos, como manutenção contínua, gestão do imóvel ou desvalorização da moeda, que reduzem ainda mais os ganhos reais.
O Brasil apresenta um contraste ainda mais acentuado. Um investimento de US$ 100.000 em imóveis residenciais entre 2011 e 2024 teria crescido para US$ 239.918, com uma taxa composta anual de 7,0%. Em comparação, a mesma quantia investida no S&P 500 teria gerado aproximadamente 2x mais, e no NASDAQ mais de 3x mais. Os números falam por si só. Embora os preços dos imóveis no Brasil tenham subido, ficaram muito atrás do crescimento da bolsa de valores americana. Para os investidores, concentrar-se exclusivamente no setor imobiliário local significou retornos inferiores. Concentrar o capital apenas em imóveis está cada vez mais difícil de justificar.

Os mercados financeiros deveriam fazer parte do seu portfólio
O setor imobiliário sempre terá seu lugar como um investimento tangível, que transmite controle e segurança. Mas quando analisado sob a perspectiva do crescimento de longo prazo, da flexibilidade e da construção de patrimônio, os mercados financeiros dos Estados Unidos oferecem vantagens claras. Seu histórico de retornos superiores e a liquidez imediata que proporcionam os tornam uma opção ideal para investidores que buscam crescer — e não apenas conservar — seu capital
Na Handal Dunaway, ajudamos os latino-americanos a investir com confiança nos mercados financeiros dos Estados Unidos e do mundo. Nossa missão é capacitá-los a expandir seus portfólios, proteger seus ativos frente a crises locais e desbloquear todo o potencial do seu patrimônio. Se você está pronto para investir além das fronteiras, estamos aqui para acompanhá-lo.
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